Quando cheguei à cidade do Porto, Portugal, em 1986, para iniciar meu ministério missionário, havia uma grande dificuldade em se conseguir imóveis para alugar. Ficamos mais de 20 dias batendo em várias portas e consultando os anúncios classificados de tudo quanto era jornal, à procura de casa para aluguel. Depois de muito andar, e de muito bater, conseguimos um bom apartamento no Alto da Palmilheira, em Ermesinde, na área metropolitana do Porto.
Estávamos felizes lá, quando o nosso senhorio nos procurou dizendo que conseguiu um comprador para aquele imóvel, e se podíamos desocupá-lo. Disse que assim que encontrasse outro, sairia. Então, freneticamente comecei a procurar por uma nova casa. Um dia encontrei um apartamento no mesmo bairro onde eu morava. Era tão novo quanto o que vivia, mas bem menor. Chamei, então, o Pastor Nite Pinheiro para ir vê-lo. Ele foi lá, olhou, e me disse: “Renato, nós estamos fazendo a vontade de Deus. Você acha que Deus vai lhe dar uma coisa pior do que você tem agora? Deus tem coisa melhor para você. Descanse em Deus.”
Alguns dias depois, sabendo do meu problema, um vizinho me disse que o vizinho do andar de baixo estava alugando o imóvel ao lado do dele. Fui lá e falei com o tal vizinho. Simpático e prestativo, ele me atendeu muito bem. Confirmou que queria alugar o apartamento ao lado, que pertencia ao cunhado dele, que vivia na França. Só que o apartamento era bem maior que o meu e estava todo mobiliado. E a mobília era muito boa. Diga-se de passagem, melhor que a minha, pois o cunhado, dono de vários imóveis, usava-o quando vinha de férias. Perguntei quanto ele queria no aluguel, e ele me devolveu a pergunta, querendo saber quanto pagava no apartamento em que estava. Eu lhe disse: “35 mil escudos”, imaginando que ele ia me pedir bem mais. Então, ele me disse: “Para o senhor, ficam os mesmos 35 mil.” Cumpria-se a palavra do Pastor Nite, e a promessa da Palavra de Deus: “Deleita-te (agrada-te) também no Senhor e Ele concederá (satisfará) o que deseja o teu coração”(Sl 37.4). Aquele apartamento me serviu tão bem que, quando fui para Lisboa, passei-o para o Pastor Samuel Mitt, que repassou-o para o filho, que ainda conseguiu guardá-lo para o Pastor Antônio Figueira.
Aqui está todo o segredo para que os desejos mais íntimos do nosso coração se concretizem: viver uma vida santa e ter prazer nas coisas de Deus. Sabe o que Deus espera de nós? Santidade. Ou seja, uma vida obediente e íntima com o Senhor. E quando o crente busca a Deus de todo o coração ele recebe, primeiramente, alegria, porque alegria é subproduto da consagração ao Senhor. Mas Deus faz mais; Ele também promete “conceder o desejo do seu coração” (Sl 37.4).
Quanto mais devotados, mais comprometidos, e mais ligados a Deus, estaremos também mais pertos da fonte da suprema alegria. E Deus é sensível aos desejos de um crente assim. Há um velho hino que cantamos, que diz: “Oh, que paz perdemos sempre; oh, que dor de coração! Só porque nós não levamos tudo a Deus em oração.” Acabe com a ansiedade do Seu coração, achegando-se para Deus.
Você tem um grande desejo no coração? Então, antes de tudo, coloque Deus em primeiro lugar na sua vida. E não se esqueça da promessa: “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará o que deseja o teu coração” (Sl 37.4).
Pastor Renato Cordeiro de Souza
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