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Primeira Igreja Batista em Teresópolis


 

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O LIVRO DOCE



O Pastor Tiago Nunes, ex-missionário dos batistas na Bolívia, há muitos anos atrás, escreveu um artigo imaginando o dia quando todas as Bíblias desapareceram, os textos bíblicos sumiram, e até mesmo todas as citações bíblicas existentes no mundo ficaram apagadas. Diante daquela situação, os crentes ao redor do mundo foram conclamados a recompor a Bíblia com aquilo que se lembravam dela. Logo chegaram contribuições com João 3, Lucas 15 e alguns Salmos. Com muita dificuldade, alguém se lembrou de Efésios. Enfim, só após muitos anos, quase como se monta um quebra-cabeça, que os cristãos no mundo reconstituíram uma grande parte da Revelação de Deus, embora muita coisa ficasse esquecida.

Conheci um pastor que tinha o hábito de recitar longos textos bíblicos enquanto pregava. Ao ouvi-lo, perguntei como adquiriu tamanha facilidade para decorar a Bíblia. Ele respondeu que devia aquilo ao seu pai. Quando estava com 9 anos, o pai o encorajava a memorizar textos bíblicos prometendo chocolate. Ele dizia: “Dou um Galak se você decorar o Salmo 15”. Então, ele guardava na mente o texto para comer chocolate. Mais tarde descobriu que os chocolates foram embora, mas os textos bíblicos nunca mais saíram da sua mente e do seu coração.

Pastoreando a Igreja Baptista das Antas, no Porto, Portugal, conheci o irmão Francisco Gonçalves. Ele era deficiente visual. Certa vez, o Pastor Nite Pinheiro conseguiu para ele o Novo Testamento em fitas cassete, uma doação da Fundação Billy Graham. O irmão Francisco começou a memorizá-lo. Um dia, ao visitá-lo, ele me disse que estava acabando de decorar o evangelho de Mateus. Aí, eu lhe disse: “Então, recite pra mim o capítulo 1”. Ele começou a recitar toda aquela genealogia de Jesus. Quando acabou o último nome da lista, e eu ia já começar a falar, ele pediu que eu parasse, pois ainda faltavam versículos. E aí narrou o aparecimento do anjo à Maria, anunciando a concepção de Jesus. No outro dia me procurou preocupado, pois havia esquecido um nome. Eu lhe respondi: “Não notei, pois eu conheço poucos nomes daquela genealogia”.

     “Os preceitos do Senhor são justos e dão alegria o coração... são mais desejáveis que o ouro... são mais doces do que o mel” (Sl 19.8a,10b). O salmista diz que conhecer bem o Deus revelado na Bíblia produz grande prazer e satisfação. Se vivesse nos dias de hoje, ele diria que, para quem conhece este Deus, a Sua Palavra produz mais satisfação que ganhar na loteria, ganhar uma fortuna em ouro, comer um chocolate delicioso ou uma comida predileta. 

Mas o Salmo também diz que conhecer este Deus produz desejo de obedecer os Seus ensinamentos: “...há grande recompensa em obedecer-lhes” (Sl 19.11b). A Palavra de Deus produz sanidade psicológica, autocrítica e equilíbrio.  Aí o crente obediente e íntegro acaba descobrindo que vale a pena obedecê-lO.

Finalmente, o salmista diz que conhecer este Deus produz adoração. A pessoa sente tanto prazer nas coisas de Deus, que deseja que aquilo que ela pensa, fala e produz seja agradável ao Senhor: “As palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor...” (Sl 19.14).

Valorizamos a Bíblia porque ela nos dá a conhecer Deus. E não há outra maneira de conhecê-lO. Deus não pode ser conhecido pela ciência ou pela filosofia. A nossa mente limitada não tem condições de entender Deus. Por isso é importante que Ele tenha se revelado a nós.
    
Talvez agora você entenda porque o pai daquele menino pagava chocolates para que ele memorizasse as Escrituras, e porque o irmão Francisco Gonçalves tirava tempo para decorá-la. Quem ama ao Senhor gosta da Bíblia, guarda-a no coração e a acha doce.

Pastor Renato Cordeiro de Souza (PIBT)
 


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