Há alguns anos atrás, iniciei uma classe para casais, perguntando a cada parceiro: “Quanto do seu cônjuge conhecia antes de casar?” Acho que a média foi menos do que 20%. Nos seus livros, John Drescher costuma dizer que nenhum casal conhece bem o seu cônjuge antes do casamento, mas gosta do que conhece. Assim, está disposto a investir toda a sua vida para conhecê-lo mais e melhor.
Antes de casar, costumamos colocar na vitrine das nossas vidas o que há de melhor para impressionar a pessoa amada. Também procuramos esconder numa espécie de cofre secreto todo o tipo de defeitos que possam causar má impressão ao futuro cônjuge. Depois de casados, o outro começa a nos conhecer como de fato somos.
Quando o seu cachorro fica doente, você o leva a um médico veterinário. Ele o examina e, através de sua formação acadêmica, pode diagnosticar o mal que lhe aflige. Por fim, com argumentos científicos, mas distantes e impessoais, ele lhe diz o que fazer para curá-lo.
Você, dono do cão, não sabe nada disso, mas conhece o seu cão de uma maneira diferente da do veterinário. Esse tem o conhecimento científico; você, o empírico. O médico conhece a raça, você sabe as peculiaridades dele. Ele tem um conhecimento racional; você, afetivo. Para ele, é mais um animal a ser tratado. Para você é o Titã, o Bob ou outro nome que tenha. Ele estuda o seu cão, você vive com ele. Ele o acaricia; você passa o dia brincando ao seu lado. Se o seu cão vier a morrer, para o veterinário será apenas mais uma estatística fria. Mas, para você, o seu cãozinho é simplesmente insubstituível, e a sua ausência lhe trará dor, vazio e saudade.
O verbo bíblico hebraico yada, traduzido para o português como “conhecer”, tanto pode significar “ter informações sobre algo ou alguém”, como “ser íntimo de alguém”.
Há duas maneiras de se tentar conhecer Deus. A primeira é um mero interesse intelectual. Através de uma análise fria, objetiva e sem emoção, você obtém informações sobre Deus e tenta processá-las de uma maneira distante e impessoal. Você se torna um estudioso da Sua vida e da religião, apreciando suas histórias, doutrinas, e credos. Você investiga, mas não se envolve pessoalmente com Ele. E, na verdade, por trás dessas coisas há uma pergunta: “Será que tudo isso é verdade?” Jesus é mera figura histórica, talvez melhor que alguns outros, mas o seu interesse por Ele é meramente cerebral.
Mas existe outra maneira de se tentar conhecer Deus. É a pessoa que se aproxima dEle motivada pela sua necessidade, pelos fracassos da sua vida, e pela suas dores. Ela não O busca porque suas faculdades intelectuais foram desafiadas, ou para examinar, analisar e avaliar uma filosofia de vida. Ela vem a Deus para ouvir e receber. Então, se envolve com Ele de um modo pessoal. Quer experimentá-lO, senti-lO e amá-lO. Quer dedicar a sua vida a Ele, de forma integral e completa.
Você pode chegar a Deus como namorado ou como marido. Pode se aproximar dEle como veterinário ou como dono do cão. Quem quer conhecer o Deus revelado em Cristo apenas como um analista, um técnico, por uma curiosidade intelectual, na verdade obterá até informações preciosas sobre Ele, mas receberá muito pouco dEle. Se seu interesse pelo Senhor é distante e impessoal, você nunca O conhecerá de fato como Ele deseja Se dar a conhecer.
A boa notícia é que se você se aproximar dEle com o coração sincero, sentindo a necessidade de ouvir o que Ele tem a dizer, desejoso de absorver Suas Palavras; obedecê-lO e se submeter a Ele, sairá da Sua presença recompensado, preenchido e satisfeito. Ele mesmo diz: “Buscar-me-eis e me encontrareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13).
Você quer conhecer Deus? Então, invista toda a sua vida nisso! Você será íntimo dEle. E O conhecerá mais e melhor.
Pastor Renato Cordeiro de Souza (PIBT)
Pib Teresópolis
Rua Nova Friburgo, n° 280, Teresópolis RJ CEP : 25963-020
Telefone : (21) 2742-1979
©2009 Pibt - Todos os direitos reservados. Política de privacidade