Em um encontro de casais, perguntei : “quanto do seu cônjuge você conhecia antes de se casar?” A maioria concordou que conhecia menos de 20% do outro. Talvez por isso, John Drescher diga que “quando noivos avançam para o casamento estão dizendo o seguinte: Eu não o conheço totalmente, mas o que conheço, gosto. E estou disposto a unir a minha vida a dele para conhecê-lo e ser conhecido plenamente.”
Curioso que, passados alguns anos, a maior reclamação dos casais, em especial das esposas, é que não conseguem mais se comunicar com seus maridos.
Mas, o casamento foi instituído por Deus para suprir a solidão do homem. A Bíblia diz que a mulher veio preencher o seu desejo de companheirismo e de intimidade. Aliás, a palavra intimidade significa interior. Intimidade são duas pessoas abrindo o seu interior uma para a outra. E o desejo de intimidade é um dos motivos pelos quais as pessoas se casam. Achamos que o nosso casamento terá uma alta dose de intimidade.
Na Bíblia, esta intimidade é registrada em Gn 2.25: “ora, um e outro, homem e sua mulher estavam nus e não se envergonhavam.” Eis aí uma intimidade perfeita: duas pessoas distintas, com valores iguais, e com profunda proximidade emocional, intelectual, espiritual e física.
Mas, na vida a dois, muitos casais abortam este desejo de intimidade através das decepções com o outro. Às vezes, tememos que cônjuge não goste dos nossos sentimentos, e diga que nós não devemos sentir o que sentimos. Outras vezes tememos que rejeite os nossos pensamentos. Então, para não magoar nossos queridos, somos tentados a omitir, negar, mentir, florear o que verdadeiramente se passa conosco. Assim, levantamos muros que impedem a intimidade do casal.
Quando o casal investe na sua intimidade está concentrando seus esforços no bem estar da família, e gerando segurança e saúde emocional para os filhos.
Se você casou por causa de um desejo profundo de conhecer e de ser conhecido pelo outro; de amar e ser amado, e de viver uma vida unida, que tal passar a investir nisso? E, se você não tem tido intimidade, então, peça a Deus que o ajude a restituir um tempo alegre, em que você e seu cônjuge “estavam nus... e não se envergonhavam”.
Talvez ajude você chegar para o seu cônjuge, e dizer: “Tenho tido um pouco de medo de que você condene o meu pensamento (ou sentimento), que você o considere tolo, e que eu me sinta rejeitado. Mas como quero estar próximo a você, e quero que o nosso relacionamento cresça, apesar do meu medo, eu vou lhe contar o que vai no meu coração”.
Como é bom quando, após muitos anos de casamento, um marido ou uma mulher consegue ver que o outro não é perfeito, mas aprendeu a amar o cônjuge mesmo com os seus defeitos. Um casamento assim é rico em amor e em intimidade conjugal. Afinal, esta foi uma das razões de Deus ter instituído o casamento. Portanto, vale a pena investir nisso.
Pastor Renato Cordeiro de Souza
Pib Teresópolis
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