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Primeira Igreja Batista em Teresópolis


 

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IMPACIÊNCIA X SERENIDADE




Um rapaz aceitou o convite para jogar futebol. Só que ele nunca tinha jogado bola antes. Então, querendo agradar, entrou numa loja esportiva para comprar equipamentos para o jogo. O vendedor, percebendo que ele não entendia patavinas de bola, lhe vendeu tudo quanto era acessório inútil. No dia marcado, ele chegou ao campo mais fantasiado que um sambista no carnaval. Começou o jogo, mas logo os companheiros perceberam que ele não sabia muito bem o que fazer com a bola. Então, um deles perguntou: “Está tudo bem com você?” Ele respondeu: “’Tá tudo joia, eu só não sei para onde chuto a bola.”

Somos uma geração muito parecida com este jovem. Nós corremos muito, só não sabemos muito bem aonde queremos chegar. Estamos cansados, não nos organizamos, não sabemos o que é prioritário; o que é urgente nem o que é necessário, mas estamos correndo. Somos uma geração inquieta, agitada e estressada. Mas a Bíblia nos diz: “Não te impacientes; certamente isso vai acabar mal”. (Sl 37.8b)

Alguém disse que o auge da criação de Deus foi o descanso. É que ao propor descanso, Deus não o fazia por causa dEle, mas  para nos ensinar como viver. Ele certamente sabia que, num mundo movido por produção, o homem não pararia. Então, Deus criou o sábado, como que dizendo: “Dê um tempo para você. Organize o seu coração e a sua vida”. É por isso que o salmista diz: “Não te impacientes; certamente isso vai acabar mal”.

A nossa impaciência geralmente corre em três direções. E a primeira delas é contra Deus. Muitas vezes, sobretudo quando alguma coisa não está indo bem e passamos por testes e provações, nós O acusamos de indiferença e apatia.  Ficamos impacientes também quando Deus demora. E não entendemos que Ele simplesmente está nos ajudando a entender coisas que só podem ser entendidas pelo teste do tempo.

Foi isso que aconteceu com Paulo. Ele estava no auge do seu ministério quando Deus permitiu que ele fosse pra cadeia. E ali Deus deve ter dito a Paulo: “já que você não tem nada pra fazer, coloque a sua correspondência em dia.” Foi o que ele fez. E aquelas cartas da prisão são ainda usadas por Deus, hoje,  para nos trazer ensinamentos extraordinários, que nunca teriam sido escritos se Paulo estivesse livre. É por isso que a Bíblia diz: “Não te impacientes...”.

Outras vezes ficamos impacientes conosco mesmos. Ficamos nos cobrando quando as coisas não acontecem como queríamos. Tenho visto muitas pessoas, num mecanismo infernal, vivendo ao sabor da culpa, simplesmente porque as coisas não acontecem do jeito que planejaram.

Mas a nossa maior impaciência é com os outros. Às vezes, vejo pais impacientes com o processo aparentemente lento de crescimento dos filhos. Sempre que posso, digo que por mais trabalhosas que sejam essas fases, eles  devem curtir o lado bonito de cada uma delas. Mesmo porque elas passam rapidamente. Logo seu filho criará asas, e você sentirá saudades. Vejo também gente perdendo a paciência com o seu cônjuge, sobretudo quando eles não correspondem ao ideal de vida a dois que eles imaginavam no coração. Sem contar a nossa impaciência com os idosos, com os vizinhos e com as pessoas em geral. Mas a Bíblia nos diz: “Não te impacientes; certamente isso acabará mal.”

Peter Marshal, que foi capelão do senado norte-americano, num dos seus sermões contou a história de pai e filho agricultores japoneses, cujos temperamentos eram bem distintos. O pai era calmo e ponderado. O filho era ativo e pragmático.  Um dia saíram cedo para vender seus produtos na feira, mas, no caminho, o pai resolveu parar para tomar café com o irmão. Depois optou por andar por uma estrada mais longa, mas mais bonita, pelo prazer de observar a natureza. Por fim,  parou para ajudar outro agricultor, cujo carro havia caído num buraco. O filho, irritado, criticava o pai, achando que, com tanta demora, não teria valido a pena acordar tão cedo, pois não já conseguiriam fazer bom negócio. Em determinado momento da viagem, eles ouviram um barulho assustador, e uma nuvem estranha, feito cogumelo, despontou no céu. Quando alcançaram o topo mais alto que podiam, ainda bem distante da cidade, ficaram perplexos. Viram uma cidade totalmente destruída. Depois de um longo tempo, viraram o carro e se afastaram da cidade que tinha sido Hiroshima.
 

Pastor Renato Cordeiro de Souza
 


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