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Primeira Igreja Batista em Teresópolis


 

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“EMPRESTA-ME A SUA FÉ”

“aquele que pecar é que morrerá... o filho não levará a culpa do pai nem...



            Este foi  o estranho pedido que recebi, por telefone, na semana passada. A pessoa em causa estava enfrentando uma grave crise familiar, e sem saber o que fazer. Na hora de intenso sofrimento, quando mais precisava de segurança, ela se deu conta de que investira em muita coisa na vida, menos em algo que lhe desse sustentação para aquela hora.

 

            Tenho encontrado muita gente assim. É a pessoa que anda despreocupada pela vida, sem se equipar para os problemas e as circunstâncias adversas do viver. Então, surge um grande problema, e ela, surpresa, descobre que não tem nada dentro de si que lhe traga segurança. Pela primeira vez percebe que não tem uma base sólida onde se agarrar. Em desespero, busca, então, uma solução de emergência.

 

            Como aquele senhor a quem o vizinho veio lhe pregar o evangelho. Ele disse: “Não. Muito obrigado, já tenho uma religião”. O tempo passou, sofreu um enfarte, e vendo a morte bater à sua porta, chamou-o de volta, dizendo: “Descobri que tenho uma religião ótima para viver, mas péssima para morrer, fale-me sobre Jesus.”

 

            Fui pastor do Joed Venturini de Souza quando ele era estudante de medicina, em Lisboa. Lá, na turma, ousou dizer que seria médico missionário em África. Os colegas começaram a enxergá-lo como um ET. Onde já se viu, em pleno final do século 20, um médico sair da Europa, com todas as regalias do Primeiro Mundo, e se embrenhar na África selvagem para pregar o evangelho?! O cara era certamente doido. Então, tornou-se alvo de todo o tipo de gozação do grupo. Só que, quando alguns deles entravam em crise, adivinha a quem procuravam? Exatamente: o doido do Joed. Nas crises, descobriam que o Joed tinha o que eles não tinham.

 

            Há coisas que não se emprestam: Escova de dente não se empresta. Salvação também não se empresta. Preparo espiritual não se transfere. Ez 18.20 diz que “aquele que pecar é que morrerá... o filho não levará a culpa do pai nem o pai a culpa do filho”.   Você pode ter uma fé enorme, mas se seu filho não a tiver, ele está perdido. Não existe salvação por procuração, por transferência biológica ou osmose. Stanley Jones dizia: “Deus tem filhos, mas não tem netos”. A única maneira de uma pessoa se relacionar com Deus é pessoalmente. Você não pode chegar pra Deus e dizer: “Ah, meu pai foi um homem muito crente. A minha mulher foi temente a Deus. Os meus pais foram piedosos. A minha tia tinha muita fé. Ou, o meu avô foi um santo”.  No plano espiritual, cada um cuida de si.

 

            Gosto de ler Davi falando sobre o seu Deus. “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação e a minha torre de proteção”(Sl 18.2). Todas as figuras que Davi usa nos falam de proteção. Por isso, sempre digo que é muito bom ser de Jesus quando tudo está bem, mas é melhor ser dEle quando passamos por crises. Quem confia nEle nunca fica abalado.

 

            Pare de ser negligente. Há coisas que o dinheiro não compra. Há oportunidades que não podemos deixar passar. E, sobretudo, há bênçãos que só são conseguidas através de um relacionamento íntimo com Deus e de confiança em Jesus. A fé é intransferível.

Pastor Renato Cordeiro de Souza


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