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Primeira Igreja Batista em Teresópolis


 

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Elementos da conversão

Como uma coisa que aconteceu a 2000 anos atrás ainda pode exercer influência nas pessoas hoje? Como a obra de Cristo na cruz se torna verdade, algo presente na nossa vida e na vida de qualquer pes...



Nós cremos e proclamamos que Cristo morreu na cruz pelos nossos pecados, que ressuscitou, ascendeu ao céu e nos comissionou, como igreja, para irmos ao mundo levar sua mensagem até que volte.

 

Mas, a pergunta que podem fazer é:

Como uma coisa que aconteceu a 2000 anos atrás ainda pode exercer influência nas pessoas hoje?  Como a obra de Cristo na cruz se torna verdade, algo presente na nossa vida e na vida de qualquer pessoa?

 

  1. Em Cristo

Se alguém perguntasse ao apóstolo Paulo qual é a melhor definição de conversão, ele diria que é estar em Cristo. Aliás, essa é a expressão chave em seus escritos. A conversão é mais que adesão a uma religião, juntar-se a um grupo religioso. É estar em Cristo. É união com Cristo. Mas para que a conversão se suceda é preciso alguns passos.

 

  1. A graça.

Nós somos herdeiros da reforma protestante, que sustenta que a salvação vem da graça de Deus. É um ato de Deus. Ele tornou a salvação possível a nós. A salvação chega a nós pela obra de Jesus na cruz. Muitas vezes ouço crentes dizendo que somos salvos pela fé. Ef 2.8 – Pela graça sois salvos, por meio da fé...”  Graça é a chamada divina. Fé é a resposta humana. Graça e fé se completam. Graça é a mão de Deus estendida. Fé é a mão do homem que se estende para Deus. Graça são os braços abertos de Deus, fé é o homem lançando-se neles. Graça é Deus dizendo: “eu ofereço”. Fé é o homem dizendo: “eu aceito”.

 

Mas Deus não apenas trás a graça. Ele cria a fé no homem. Deus idealiza a salvação, aplica a salvação e executa a salvação. Ele a idealizou na eternidade, executou-a na história através do Filho, e aplica-a no coração do homem através do Espírito Santo. A salvação humana é um propósito para o qual toda a Trindade está unida e trabalha.

 

  1. Arrependimento

Ao homem é necessário algumas coisas. A primeira é arrependimento. Ninguém é salvo à força. Ex: Ah, eu estava no meu lugar e não queria me salvar, mas Deus me forçou a receber Cristo! Ninguém é salvo a força, mesmo que queira. É preciso desejar ser salvo. Só que a natureza moral corrompida do homem não o leva a Deus, mas no sentido oposto. É necessário que ele mude.

 

Arrependimento não são duas coisas: 1. tristeza em face de algum erro cometido e 2. prometer andar direito. Arrependimento pode incluir estes dois elementos, mas é mais que isso. Arrependimento é um julgamento que a pessoa faz de si mesmo. Ela se auto-avalia. Ex> filho pródigo. Sua volta para casa se deu após avaliar a sua vida, sua situação. Ele se arrependeu do que fizera, como disse no discurso ao pai.

 

Segundo Lloyd-Jones, todos os homens na Bíblia que conheceram realmente a experiência e o poder da graça de Deus em sua vida demonstraram evidência de arrependimento. Por isso, João Batista começou seu ministério pregando o batismo de arrependimento para remissão dos pecados. Jesus, em Marcos, também começou seu ministério pregando que os homens deviam se arrepender. Pedro quando pregou em pentecostes ouviu a multidão dizer: O que devemos fazer? – Arrependei-vos. Sem arrependimento não há conversão e salvação. É uma mudança de mente. O homem deve dar conta que é pecador culpado. Deve morrer o amor pelo pecado. E, em terceiro lugar, vem o repúdio ao pecado. Há agora um voltar-se para Deus e para o seu serviço.  Então, há uma parte do homem para a sua conversão.

 

  1. Fé salvadora

 É outro passa necessário. João Batista: arrependei-vos e crede. Crer é o passo seguinte. Muitas vezes é um passo paralelo com o arrependimento. Há muita gente que diz: o que vale é que tenho fé. Eu creio.  Mas não basta ter fé. Pode-se crer em algo errado. É possível ter fé em pessoa errada. A questão fundamental é em quem se crê. A salvação vem pelo fato de se crer em alguém, Jesus Cristo, que fez algo, morreu pelos nossos pecados.   Fé não pode salvar. Cristo salva. Fé aceita a salvação. A fé não merece nada, não é uma boa obra que fazemos. A única importância da fé é que ela nos liga com Cristo. Não é ter fé ou não. Mas é ter fé em Cristo. É crer em Cristo.

 

Há três elementos na fé: 1. o intelectual, 2. o emotivo. 3. o volitivo (a vontade).

 

1.   O 1. intelectual – A fé envolve razão, conhecimento.  Há uma crença na revelação de Deus, mesmo que seja na revelação natural de Deus. Mas, principalmente, nos fatos históricos das Escrituras e nos seus ensinos. Pecado, arrependimento.

Pergunta: um débil mental pode ter fé? Resposta do Dr Purim: Vá perguntar a ele. Se ele não consegue responder no que crê, então não crê. Crer é um ato de fé, mas envolve a razão, por mais limitada que seja a pessoa. Paulo diz: eu sei em quem tenho crido – 2Tm 1.12. A pessoa não precisa ser um gênio, mas precisa saber no que está crendo.   Ex: Manuel Medas.

 

Hoje, muitas pregações não levam a sério esse elemento. Muitas das pregações estão mais voltadas para as emoções . Mas a fé também é compreensão.  Crise de fé de Asafe, no Salmo 73, terminou quando ele compreendeu: vs 17  - então eu percebi o fim deles.  Stott: Crer é também pensar.

 

2.   Emocional – A fé envolve emoções também. As nossas igrejas mais tradicionais costumam se esquecer disso. Enfatizamos muito o conhecimento sobre Deus e esquecemos que o homem é um ser emotivo. Thiessen – É o despertar da alma para suas necessidades pessoais e para a aplicabilidade pessoal da redenção fornecida em Cristo. Emoções são subjetivas, e elas nunca devem se sobrepor aos fatos. Uma pessoa pode ter emoções erradas. Jr 17.9. Então, há uma ordem correta:  FATO – FÉ – EMOÇÃO.  Fato – é Deus e sua Palavra.  Eu tenho FÉ neste fato. Como conseqüência desse fato, a pessoa experimenta uma EMOÇÃO, a certeza da salvação.

 

O movimento carismático inverte isso. EMOÇÃO – FATO – FÉ. Para eles, a emoção passa a validar o fato. A pessoa sentiu, então é verdade, e a pessoa passa a ter fé no que sente. Não se pode trocar a ordem, mas devemos recordar que o relacionamento correto com Deus produz alegria. O relacionamento correto com Deus produz emoção: Davi – Salmo 51.10 – restitui-me a alegria da salvação.  Isso foi perdido com o pecado, Salmo 32.3 – Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido todos os dias. Então, o desequilíbrio emocional e a histeria devem ser bem analisados. Podem ser apenas descontrole de emoções. Mas tirar da fé o elemento emocional  pode reduzi-la a mero exercício mental, parecido com o racionalismo cristão ou agnosticismo bíblico.. Se crer é também pensar, crer é também se alegrar, é arrepender-se e ter belas  e sadias emoções.

 

3.   o volitivo – Entendo que fé também possui um elemento de vontade.  É mais que uma simples admissão intelectual de certos fatos ou verdades espirituais a fé.  É envolver sua vida, sua vontade, razão e emoções.  Crer em Jesus Cristo é diferente de crer que a Austrália existe. Crer que a Austrália existe não faz diferença nenhuma na minha vida. Mas crer em Jesus Cristo faz diferença.. Alguém pode explicar o plano de salvação e estar perdido porque não se apropriou da salvação.

4.   Então, a fé tem um lado divino: é um dom de Deus. Rm 12.3, 2Pe. 1.1. O lado divino é dar vida a um morto, conforme Ef 2.1. Ele nos desperta para a vida. Só Deus pode fazer isso. Mas há  um lado humano: compreensão intelectual da revelação divina, ao mesmo tempo a Bíblia nos exorta a termos fé. Seria estranho nos exortar a uma coisa que não podemos ter. Mt 21.21.


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