ANTES QUE CHEGUE A NOITE, JESUS VEM
De repente, um caminhante une-se aos dois discípulos, perguntando por que estão tão tristes? Voltados para dentro deles, respondem com uma pergunta: “O senhor é o único visitante em Jerusalém que não soube das coisas que ali aconteceram nestes últimos dias?” (Lc 24.18). Nem mesmo o testemunho espantoso das mulheres, pela manhã, que não acharam o corpo de Jesus no sepulcro, foi suficiente para que tivessem alguma esperança (Lc 24.22-24).
O caminhante se impacienta, e diz: “Ó tolos, que demorais a crer no coração em tudo que os profetas disseram! Acaso o Cristo não tinha de sofrer essas coisas e entrar na sua glória?” (Lc 24.26). Então, explicou-lhes o que era dito do Cristo no Antigo Testamento.
1. Gênesis 3.15 – A semente da mulher foi ferida.
2. Salmo 16.10 – Que Cristo não permaneceria no sepulcro.
3. Salmo 22.1 - O grito de abandono na Cruz.
4. Salmo 22.6-8 – Que fora predito que o Messias seria ridicularizado.
5. Salmo 22.15 – A sede de Cristo.
6. Salmo 22.16 – As mãos e os pés seriam traspassados.
7. Salmo 22.17 – O olhar fixo dos seus inimigos.
8. Salmo 22.18 – A sorte lançada sobre as Suas vestimentas.
9. Salmo 69.21 – O vinagre oferecido para Cristo.
10. Isaías 49.7 – O Servo de Deus seria desprezado.
11. Isaías 50.6 – O Messias seria fisicamente ferido, afrontado e cuspido.
12. Isaías 52.14 – A Sua face seria desfigurada.
13. Isaías 53.5 – Seria traspassado pelos nossos pecados.
14. Isaías 53.7 – Permaneceria calado diante dos seus acusadores.
15. Isaías 53.9 – A sua sepultura estaria entre a dos ricos.
16. Isaías 53.12 – Seria identificado com criminosos.
17. Daniel 9.26 – O Ungido de Deus seria morto.
18. Zacarias 12.10 – O Messias seria traspassado por Israel.
19. Zacarias 13.7 – O Pastor seria ferido.
Poderia ter falado do sistema sacrificial hebraico, e como era o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Mencionaria o episódio da serpente de bronze (Nm 21. 4-9), e recordando aquilo que disse a Nicodemos, em João 3. Poderia contar como a experiência de Jonas (Jn 2) no ventre do peixe, por três dias e três noites, foi uma figura da Sua própria morte, sepultamento e ressurreição, conforme Mateus 12.39-41.
Decididamente, a morte de Jesus não foi um acidente. Foi algo planejado na eternidade (Ap 13.8). Com Sua morte e ressurreição, acima de tudo, Deus quer nos ensinar que podemos ficar tranquilos: antes que chegue a noite, Jesus sempre vem!
Pastor Renato Cordeiro de Souza
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